Com o passar dos anos, é natural que a memória sofra algumas mudanças, como informa a Dra. Dayse Ketren Souza. Desse modo, pequenos esquecimentos, como não lembrar onde deixou as chaves ou o nome de alguém conhecido, fazem parte do processo normal de envelhecimento. No entanto, quando as falhas de memória começam a impactar a rotina e as atividades diárias, é importante ficar atento.
Embora algumas dificuldades cognitivas sejam esperadas com a idade, sinais mais graves podem indicar doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Por isso, é essencial saber diferenciar lapsos normais de possíveis sintomas de problemas neurológicos. A seguir, exploramos as principais diferenças e quando buscar ajuda médica.
Quais lapsos de memória são considerados normais?
Esquecimentos ocasionais são comuns e, na maioria das vezes, não representam motivo para preocupação. Dificuldades em lembrar nomes, esquecer onde colocou um objeto ou precisar de mais tempo para lembrar informações são exemplos típicos do envelhecimento saudável. Portanto, esses lapsos geralmente não interferem na capacidade de realização das atividades diárias.
Além disso, fatores como estresse, fadiga e distração também podem afetar a memória, independentemente da idade. O cérebro continua a processar informações, e, com o tempo, a lembrança costuma surgir espontaneamente. Assim, Dayse Ketren Souza destaca que esse tipo de esquecimento não compromete a independência da pessoa nem gera impactos significativos em sua rotina, por exemplo.

Quando os esquecimentos podem ser um sinal de alerta?
Se os lapsos de memória se tornam frequentes e começam a prejudicar a vida cotidiana, é fundamental prestar atenção. Por isso, esquecer compromissos importantes, repetir perguntas ou perder-se em locais familiares são indicativos de que algo pode estar errado. Outro sinal preocupante que Dayse Ketren Souza também destaca é a dificuldade em aprender novas informações, mesmo quando há esforço para memorizar.
Da mesma forma, mudanças de comportamento, como irritabilidade, desorientação e dificuldade para tomar decisões, podem acompanhar os problemas de memória. Quando esses sintomas surgem, o ideal é procurar um médico para uma avaliação mais detalhada. Sendo assim, diagnosticar precocemente doenças neurodegenerativas pode fazer diferença no tratamento e na qualidade de vida do paciente.
Como diferenciar o envelhecimento saudável de uma doença neurológica?
A principal diferença entre o envelhecimento normal e uma doença neurodegenerativa está na progressão e no impacto dos esquecimentos. Dayse Ketren Souza explica que no envelhecimento saudável, a pessoa pode esquecer detalhes de um evento, mas consegue lembrar depois. Por outro lado, em doenças como Alzheimer, as memórias recentes desaparecem completamente, dificultando então a recuperação da informação.
Outro ponto crucial é a capacidade de realização das atividades diárias. Indivíduos com lapsos comuns conseguem manter sua independência, enquanto aqueles com doenças neurológicas enfrentam dificuldades até para tarefas simples, como preparar uma refeição ou gerenciar suas finanças. Caso os esquecimentos venham acompanhados de alterações no comportamento, a investigação médica se torna ainda mais necessária.
Quando buscar ajuda médica?
Embora pequenos esquecimentos façam parte do envelhecimento, sinais persistentes e progressivos podem indicar problemas mais sérios. Se a memória começa a afetar a rotina e vem acompanhada de outras dificuldades cognitivas ou comportamentais, procurar um especialista é essencial. Dessa maneira, a Dra. Dayse Ketren Souza frisa que com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e retardar a progressão de doenças neurodegenerativas.
Autor: Madea Bandor
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital